Deslocamento

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Entramos: um vasto saguão com um intrincado labirinto de bancadas, fileiras e fileiras de confortáveis assentos acolchoados, máquinas automáticas capazes de vender qualquer coisa ou não-coisa, e projeções tridimensionais flutuantes com padrões binários (mais enfeites do que informativo das saídas e chegadas). E além do labirinto, um complicado emaranhado de pessoas; homens, mulheres, crianças, e idosos, aglomerados em filas espiraladas com suas bagagens em torno de um pentagrama de luzes coloridas e círculos luminosos no chão.

A impaciência é a constante no local, pois a principal colateralidade do novo meio de (tele)transporte, eram as filas…

(trecho de (Co)Lateralidades. Trezena, 2015)