Munição

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– … estamos sem munição, senhora. Acredita nisso?

DeMarta correu para os livros de notas. Não poderiam estar sem munição. Segundo seus cálculos, pelo menos cento e cinquenta projéteis estariam aguardando no paiol, prontos para serem usados na recarga de pentes vazios como aquele com o qual Stridania lutava.

– Quando foi a última acoplagem da manutenção?

Stridania largou a alavanca do recarregador automático e voltou-se para outros cadernos enfurnados no seu tubo de disparos:

– Segundo minhas anotações… deixe-me ver isso… não… não… aqui está: dia 27 de agosto, senhora.

– Isso foi há dois dias. O paiol não pode estar vazio, sem munição alguma. Será problema com o acesso ao depósito?

Stridania apareceu em segundos, com uma pesada caixa de ferramentas. Avançou decidida contra a máquina:

– Veremos, senhora.

(Trecho de Arqueiras da Torre Sentinela, Duodecimado, 2016)