Discos por toda parte...

Nas narrativas de invasão alienígena, há sempre o embate entre o novo e o antigo, o futuro e o passado, o poder e a submissão. Geralmente, me chama a atenção que a história humana, tão vasta e crítica, tenha como palco para a interpretação do tema somente a sua contemporaneidade. Por isso, datei o encontro entre civilizações no auge de nossa ascensão modernista, como gesto simbólico para bifurcar as possibilidade entre invasores e invadidos, uma vez que a miscigenação será sempre, para qualquer dos povos, um destino comum. [>]

Deslocamento

O imediatismo em que vivemos enquanto sociedade em aceleração, nos convida a indagar sobre a descartabilidade das impressões e, de modo mais simples, de como nos tratamos e nos reconhecemos individualmente. No texto, busquei considerar a premissa de modo mais técnico do que poético, criando uma elipse entre o desejo e a situação do personagem, que descobre da pior maneira possível como certos princípios funcionam à revelia de seus participantes. Aliás, por que tanta pressa? [>]

Vladmir

Narrativas distópicas são interessantes não apenas pelo ensaio criativo de como todas as coisas chegam ao término, mas também porque inauguram obrigatoriamente a passagem de um estado para outro. É uma forma de purificação, ampla e cíclica, tão genética como as mitologias de criação. No texto, um trio testemunha o fim dos tempos de modo angustiado pois o gigantismo do fim eclipsa qualquer protagonismo. Ainda assim, a situação enfrenteada pelo protagonista torna o espetáculo igualmente inusitado como familiar. Por que será? [>]

1984

A Guerra Fria inspirou situações ficcionais que tinham como mérito a exploração de suas sombras. O período ficou patente por conflitos mais hipotéticos que efetivos, e talvez por isso, seja atraente para contextualizar narrativas que lidam com a psique, o controle e a dubiedade. Zarza é uma historieta antiga, na qual busquei resgatar a dicotomia entre o misticismo e a ciência, pois para os receios distópicos que promovem, são irmãos gêmeos que competem por sua época. [>]

O plano

Há um crescente culto de celebridades, o que tem muito de patético e pouco de lógico, se pensarmos no bem coletivo que promovem. Algumas pessoas, simplesmente, são conhecidas por um grande número de outras pessoas, e nesse sentido, são disputadas como ativos valiosos por marcas que se baseiam na construção de estilos de vida igualmente mercantilistas. Agora pensamos: quando um único indivíduo for famoso para bilhões de pessoas, o que deverá fazer para manter-se célebre frente à tamanha competitividade? [>]

O astronauta fala sobre o acidente e sobre o incidente

Uma das características mais interessantes ao falarmos de ficção científica se dá pelo entranhamento envolvente, lidando não somente com os temas que a experiência evoca, mas no modo como evoca. No conto, passado em um futuro no qual as lides jurídicas se tornaram excessivament complexas, sistemas automáticos dão o veredito. A questão é: e quando as evidências apontam para um paradoxo? [>]

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